Sábado, Agosto 26, 2006

Visões de uma tarde nublada

Aristóteles tinha razão. Vivemos num mundo classista. Claro que não tão severo como o hindu. Nossas classes são econômicas. Isso se assemelha ao Império Romano. Lá existia um império fantasiado de república. Todos os césares dominavam e satisfaziam seu povo dando a falsa impressão de um país democrático. Lá, quem falasse em império era degolado. Eles já sabiam que ninguém domina a massa enfurecida (anos depois os franceses também descobriram).
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Hoje vivemos em um mundo dito livre e democrático, que impera uma visão irrealista e comercial da vida. Nunca fomos tão superficiais. Quanto mais evoluímos (pelo menos na ciência e na economia) mais distantes ficamos de nós mesmos. Mais perdemos o sentido da vida. Não temos mais a liberdade de sermos nós mesmos. Estamos, a todo momento, dissimulando e dizendo o que nos convém. Agora pergunto, porquê? Uns dizem que ser esperto e tirar proveito em cima dos outros é bom. Mas é mesmo? Acho que as pessoas deixaram a questão de valores éticos de lado e endeusaram o econômico.
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Aí chegamos a velha máxima de todos os tempos: estamos aqui para sermos felizes. Devemos busca-lo. Só uma pessoa com sua consciência tranqüila e serena pode chegar a um estágio próximo de felicidade. Isso independe de dinheiro, classe social, inteligência, posses. Não é algo material. É mais sublime. Mais etérico. Mais humano.