Dica de Música #2
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Ouça Aimme Mann

Artist: Aimee Mann
Music: Save Me
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You look like a perfect fit
For a girl in need of a tourniquet
But can you save me
Come on and save meIf you could save me
From the ranks of the freaks
Who suspect they could never love anyone
'Cause I can tellYou know what it's like
The long farewell of the hunger strike
But can you save me
Come on and save me
If you could save me
From the ranks of the freaks
Who suspect they could never love anyone
You struck me dumb like radium
Like Peter Pan or Superman
You will come to save me
C'mon and save meIf you could save me
From the ranks of the freaks
Who suspect they could never love anyone
'Cept the freaks
Who suspect they could never love anyone
But the freaks
Who suspect they could never love anyone
C'mon and save me
Why don't you save meIf you could save me
From the ranks of the freaks
Who suspect they could never love anyone
Except the freaks
Who suspect they could never love anyone
Except the freaks who could never love anyone
Visões de uma tarde nublada
Aristóteles tinha razão. Vivemos num mundo classista. Claro que não tão severo como o hindu. Nossas classes são econômicas. Isso se assemelha ao Império Romano. Lá existia um império fantasiado de república. Todos os césares dominavam e satisfaziam seu povo dando a falsa impressão de um país democrático. Lá, quem falasse em império era degolado. Eles já sabiam que ninguém domina a massa enfurecida (anos depois os franceses também descobriram).
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Hoje vivemos em um mundo dito livre e democrático, que impera uma visão irrealista e comercial da vida. Nunca fomos tão superficiais. Quanto mais evoluímos (pelo menos na ciência e na economia) mais distantes ficamos de nós mesmos. Mais perdemos o sentido da vida. Não temos mais a liberdade de sermos nós mesmos. Estamos, a todo momento, dissimulando e dizendo o que nos convém. Agora pergunto, porquê? Uns dizem que ser esperto e tirar proveito em cima dos outros é bom. Mas é mesmo? Acho que as pessoas deixaram a questão de valores éticos de lado e endeusaram o econômico.
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Aí chegamos a velha máxima de todos os tempos: estamos aqui para sermos felizes. Devemos busca-lo. Só uma pessoa com sua consciência tranqüila e serena pode chegar a um estágio próximo de felicidade. Isso independe de dinheiro, classe social, inteligência, posses. Não é algo material. É mais sublime. Mais etérico. Mais humano.
Trajetória da música na minha vida

Minha vida e a música sempre caminharam juntas. Desde que me lembro por gente já a escutava. Com seis anos de idade, eu e meu irmão ouvíamos os velhos vinis dos
Beatles no nosso gramofone (que por sinal temos até hoje). Nunca fui de ouvir música de mulherzinha. Nada de Xuxa, Angélica ou Balão Mágico. Alguns anos depois, por influência de um primo, comecei a escutar algumas bandas punk, como Ramones,
Sex Pistols e Dead Kennedys. The Offspring e Green Day vieram por conseqüência. Fui crescendo e meu gosto musical foi se aprimorando.

Lá pelos 12, descobri o
Guns And Roses. Eu comprei todos os discos. Ouvia todos os dias. Axl, Slash e companhia estavam constantemente girando no meu aparelho de CD. Mais alguns anos, e bandas como Metallica, Rage Against, Deep Purple e Aerosmith assumiram uma percentagem do meu gosto musical. Com 15 anos idade, descobri o Metal. Agora só falava em
Iron Maiden e similares. Enchi o saco quando percebi que todos os vocalistas do estilo tentavam, e faziam de tudo, para imitar Bruce Dickinson.
Tudo que eu conhecia por música mudou quando eu descobri a maior banda de todos os tempos. Comecei a me apaixonar por Heavy Metal Progressivo.
Dream Theater era a banda. James Labrie, John Petrucci, Jordan Rudes, John Myung e Mike Portnoy formavam o quinteto dos sonhos. Instrumentalmente essa foi a maior banda, salvo Yes, de toda a história da música. Ouvi incessantemente suas músicas por uns três anos.
Chegando a contemporaneidade, abandonei esse acesso de virtuosismo. Passei a dar mais valor para o sentimento em relação à técnica. Além do estilo Grunge que aprecio muito hoje em dia, eu me permito ouvir de tudo. Cheguei a maturidade de conseguir extrair o que há de bom nas coisas.
Artigo #2
A favor da pureza
Quando os irmãos Lumière inventaram o cinema no ano de 1895, ainda chamado de cinematógrafo, a nobreza francesa se posicionou radicalmente contra. Ela afirmava que o cinema era uma cópia mal feita dos teatros e das óperas. Que o cinematógrafo iria “emburrecer” as pessoas. Que iria substituir o erudito pelo popular. Que por fim, decretaria a morte de uma cultura fina e elegante o e início do nivelamento da cultura com ênfase na classe mais baixa. Contudo, em pleno ano 2006, vemos que esta tese não se concretizou. O teatro e a ópera estão ativos como nunca. Ambos continuam pertencendo à nobreza. Vimos também que o cinema realmente se tornou popular. Porém, tivemos casos onde a arte esteve em primazia. Podemos citar alguns diretores como Fellini, Coppola, Wim Wenders e até, porque não, Woody Allen. Em alguns casos o cinema serviu de trampolim para o teatro. Nunca os palcos estiverem tão cheios.
Com base nessa comparação, vê-se claramente que as brigas geradas entre os tradicionalistas gaúchos o e Tchê Music apenas porão o tema em pauta, e com isso, ambos os grupos sairão mais fortes. A música tradicionalista não pode morrer, porque ela representa uma cultura de um povo. Os CTGs são como as Óperas francesas. Nossa nobreza está nela. Eles enfatizam, através de danças (atos) toda a história do gaúcho. Os CTGs junto com Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) devem continuar intocáveis e inalteráveis, pois a história, o passado, não pode ser mexido, alterado ou profanado. Eles carregam, queiram ou não, nossa essência.
O movimento musical Tchê Music provém da cultura nobre do gaúcho. Contudo eles se adaptaram a um novo público, que antes se encontrava marginalizado. Um povo sem origens. Logicamente, a música teve de se tornar popular para atingir este grupo. As questões culturais foram deixadas de lado, e o ritmo se tornou mais sensual. Do quê o populacho mais gosta? De sexo (não que eu também não goste). Essa nova música remete diretamente ao que de mais rude o homem tem. Mais primitivo. Digo isso levando em consideração a forma de dançar. A tradicionalista lembra as danças clássicas européias de século XVIII. O homem bem separado da mulher, com uma das mãos tocando as costas da dama e a outra segurando a mão da companheira. Já a Tchê Music, literalmente, é uma dança maxixada. Tem extremo contato físico. Os participantes ficam, praticamente, acasalando de pé (aqui quero deixar bem claro que não faço julgamento de valor). Com relação às letras, elas não dizem nada. Apenas relatam alguns romances interrompidos, como qualquer música sertaneja é capaz de fazer.
Assim vos digo: nenhum dos estilos está condenado ao fim. O Tchê Music servirá de trampolim, como o cinema foi para o teatro, para uma cultura mais nobre que é a tradicionalista. Contudo, volto a afirmar, a música tradicionalista só irá acabar caso ela se misture a Tchê Music. Depois de misturado, miscigenado, nada volta a pureza.
Web 2.0
Definições um tanto vagas
Em outubro de 2004, o presidente da O'Reilly Media, Inc,
Tim O'Reilly realizou a primeira conferência sobre a
web 2.0. Ela tem como princípio básico à interatividade entre usuário e produtor, tornando os primeiros co-autores. Um bom exemplo são os blogs, os wikis e os softwares de gerenciamento de dados. A web 2.0 permite uma comunicação mais profunda entre os seus usuários. Nunca o termo “aldeia global” de
Marshall McLuhan foi tão atual. O’Reilly definiu web 2.0 como um verdadeiro sistema solar. Ela não tem uma fronteira clara, mas sim um núcleo gravitacional. Pode ser visto como um sistema de princípios e práticas. A internet como plataforma, melhor experiência do usuário,
valorização do conteúdo colaborativo e da inteligência coletiva são algumas das premissas básicas da teoria da web 2.0.
Contudo, as críticas não são poucas a essa nova denominação. O’Reilly é acusado, por muito desenvolvedores, de propor uma teoria vaga e de promover uma grande jogada de marketing.
Artigo #1
O outro lado da farsaOs Estados Unidos da América tem como princípio básico, ou pelo menos na ficção, nunca negociar com terroristas. O contrário do mencionado acima aconteceu aqui no Brasil. O repórter da Rede Globo Guilherme Portanova e o auxiliar técnico Alexandre Calado foram seqüestrados na tarde de sábado pela facção criminosa PCC. O auxiliar foi libertado com o intuito do entregar uma fita contendo uma mensagem em prol do grupo criminoso. A condição para soltar o repórter foi a de a fita ser exibida na tv. Depois de 40 horas de cativeiro, Portanova foi liberto após a apresentação da fita em rede nacional pela Rede Globo e suas afiliadas.

A questão que fica aberta para discussão não é se a mídia deve ou não negociar com grupos terroristas. Lógico que essa atitude foi tomada em cima de um ultimato. A vida sempre é mais importante que rixas políticas. O PCC, que muitos delegados e políticos insistem em dizer que não é organizada, tem o poder de vida em São Paulo. Eles são organizados sim. Eles lutam por sua própria sobrevivência. Eles não tem medo da morte.
A falta de segurança nacional, os desentendimentos do governo federal com o governo paulista e o descaso com a situação dos presos são alguns aspectos a serem pensados na questão da guerrilha urbana. Se ela existe é porque algo não está indo bem. É muito fácil para nós julgar estes criminosos. Ninguém vê em que meio eles vivem. A guerrilha ligada ao tráfico dá emprego e proteção para a classe marginalizada.

A questão a ser debatida está muito acima de a Globo ter divulgado ou não a tal fita. O que deve aparecer nos jornais é o porquê que este grupo está fazendo isso. Esta talvez seja a única forma que eles têm de mostrar para a população uma verdade que o governo tenta nos esconder. A maioria dos bandidinhos só foram para o mundo do crime porque não tiveram oportunidade.
Neste ano, que é de eleições, vamos cobrar dos novos governantes alguma atitude em relação à criminalidade. A segurança está ligada à qualidade de vida e o emprego ao número de bandidos. Apóio sim a atitude da Globo. Ela não agiu de má fé. Ela levou em consideração a vida, e a vida é sempre o principal. Cabe aos órgãos responsáveis tomar atitudes enérgicas com relação à segurança, desmanchar a comunicação das quadrilhas, dar uma qualidade mínima de vida aos presos, e o mais importante, possibilitar a sobrevivência de modo decente à classe pobre.
Crônica #1
Bancos da Av. MauáTenho de escrever uma crônica. Mas também tenho de ir à biblioteca e ir ao banheiro. O professor mal acabou da passar os princípios básicos desse novo estilo de escrita e já exige um primeiro trabalho autoral. Sem pensar mais, pego meus dois livros a serem devolvidos e me desloco em direção à biblioteca. Saio correndo. Não olho para ninguém para não ter de cumprimentar. Meu tempo é curto. Tento pensar em algo legal para escrever, mas nada me vem à cabeça.
Muitos estudantes se encontram ao redor do DCE. Com certeza várias pessoas conhecidas ali também estavam. Contudo não as olho. Apenas me esquivo d’aquele mar de gente. Vou ziguezagueando até chegar à descida que liga o corredor central da Unisinos ao Redondo. Os livros começam a pesar. Afinal de contas, carregava um Norman Mailer e um tal de Capra nas mãos. O Mailer eu não li e o Capra eu retirei para um amigo meu metido a culto. Fala sobre física quântica. Pessoas normais não lêem física quântica.
Dou mais alguns passos e encontro outro grande volume de pessoas, se é assim que elas são medidas. Eram duas filas distintas que se ligavam como o intestino grosso no fino. Com muita força de vontade consegui transcendê-las. Contudo ainda não sabia sobre o que escrever. Talvez sobre uma antiga banda minha ou sobre os tempos em que eu era chamado de Edu e jogava de centro-avante na escolhinha de futebol do América.
Nenhuma idéia boa brotava na minha cabeça. A cada novo passo, mais urina se deslocava para minha bexiga, e uma sensação muito desagradável tomava conta de mim. Passei rapidamente por uma feira que vendia não-sei-lá-o-que no interior do redondo. Não olhei. Estava com pressa. Ainda não sabia sobre o que escrever. Passo pela porta que não é mais automática da biblioteca. Vejo uma negra de cabelo alisado e uma loira extremamente “loira”. Ambas queriam mostrar algo que elas não eram. Nesse caso a originalidade é um fator de muito pouca relevância. Enfim, chego na fila de devolução de livros em dia. Entrego-os a atendente. Ela dá um leve sorriso para mim, e eu respondo igualmente. Era uma moça bonita. Ela passa os livros, o Mailer com dificuldade devido ao tamanho, na maquininha que confere o código de barras e me entrega uma notinha de devolução. Cordialmente agradeço e sigo em direção à saída.
Nenhuma idéia em mente ainda. Começo a me apavorar. A mistura de adrenalina com a pressão abdominal causada pela minha bexiga dilatada me obrigam a reduzir o passo. Felizmente chego vivo ao banheiro. Mais alegre fico quando encontro um box vago. Não consigo mijar em mictório. Aquele monte de pênis balançando ao meu lado me impossibilitam de fazer minhas necessidades. Já refeito, vários gramas mais leve, pego o caminho de retorno para a sala de aula. Chegando lá, enquanto espero o computador ligar, uma luz praticamente divina ditada pelo burburinho dos teclados dos colegas, me diz sobre o que devo escrever. E este seria: quem usa os bancos de concreto construídos ao longo da Av. Mauá, nos fundo da Unisinos.
Política: Vote Alckmin

Vote Alckmin. Já estou quase arrependido do que disse, contudo reafirmo, vote Alckmin. Não por ele ser um candidato bom, ou por estar em um partido que me agrade (hoje em dia não existe nenhum), nem por ele ser o melhor dos candidatos. Vote Alckmin exclusivamente para não deixar o governo Lula se reeleger. Não podemos ter mais quatro anos de roubalheira descarada. Não podemos ter um presidente que protege colegas corruptos dentro do governo.
Votar no Alckmin é o único jeito de fazer o PT e o presidente Lula pagarem pelo que fizeram. Pense bem. Depois inúmeros escândalos, malotes de dinheiro público passeando pelo Brasil inteiro. Saindo da cueca de uns e entrando no bolso de outros. Não há outra forma de justiça. A pública já falhou. Nada aconteceu. Meia dúzia de dirigentes e ministros caíram, mas nada de mais aconteceu com eles. Se não votares no Alckmin, seu voto vai direto pro PT, e estarás indiretamente reelegendo toda essa máfia.
Votar nulo é o típico voto de indignação, mas não nada vale. Vamos fazer justiça. Votemos Alckmin.
Festa da Cachaça, do Sonho, da Rapadura e do Arroz

Um grande campo de concentração. Sim, muita gente, muita gente. Quase não conseguia respirar. Para dar um passo eu tinha de olhar em todas as direções, criar coragem e prosseguir. Lá se encontrava, de forma concentrada, a maior ralé do “baixo astral”. Parecia um grande circo de horrores da Idade Média. As pessoas estavam aglutinadas de forma tão condensada, que era impossível não roçar nelas ao andar.
Eu, com a minha classe estampada no rosto, era visto pelos vorazes cidadãos, que mais se pareciam lobos, como um ser frágil que invádia o ninho deles. Senti a intencidade dos olhares hostis que atravessavam todos os meus corpos, do mais denso até o mais etérico, chegando a quase invadir a minha alma. Senti-me como um cristão em uma arena romana cheia de leões. Isto ficava ao lado de fora do parque da Moenda. Felizmente, o público que se encontrava no seu interior era de um nível um pouco mais aceitável.
Lá dentro caminhei. Olhei os estandes. Fui na praça de alimentação. Contudo a eufórica alegria que sempre tomou conta do meu corpo, em edições passadas, não veio. Não sei explicar porque. Mas uma angútia tomou conta de mim e fui obrigado a voltar para casa. Não vi as músicas da 20ª edição da Moenda da Canção.
- Tudo isto que foi mencionado acima aconteceu na festa da Cachaça, do Sonho, bláblá e blá. Não entrei no Festival da Moenda. Ambas as festas acontecem na mesma data e no mesmo local. A diferença é que a festa da cachaça é um evento promovido pela prefeitura e aberto ao público. A Moenda é um festival de música particular e com entrada paga. Desculpe se não consegui me expressar muito bem. -

Como dica de cinema vou mencionar o filme que mudou a minha percepção e análise cinematográfica. Ele se chama Magnólia. Só de relembrar dele já fico emocionado. É o típico filme “ame ou odeie”. Dirigido por Paul Thomas Anderson, o filme traz um elenco de primeira, contando com o ganhador do Oscar de melhor ator pelo filme Capote (2006) Philip Seymour Hoffman, Tom Cruise (melhor ator coadjuvante pelo próprio Magnólia) e Julianne Moore. O tema do filme é o acaso e a intervenção divina sobre os nossos atos. Quando já atingimos o fundo do posso será que existe uma força sobre-humana que nos possibilite melhorar? Não posso falar mais, pois acabaria com o prazer de quem não o viu ainda.

Como primeiro post quero apresentar um grande músico e compositor. Chama-se Leonard Cohen. Suas músicas possuem um tom profético, hipnótico e irônico. Além disso, seu timbre de voz extremamente grave dá um charme especial para suas canções. Há muitos anos compondo, sua discografia é extremamente longa e variada. Aqui deixo as minhas músicas preferidas mencionadas: Everybody Knows, Future e Waiting For a Miracle. Aliás, as duas últimas compõem a trilha sonora do filme Natural Born Killers, ou em português, Assassinos por Natureza do diretor Oliver Stone. Vale a pena dar uma conferida.
Prólogo
Meu nome é José Eduardo Coutelle. Estou no quinto semestre na Unisinos. Sou mais um dos muitos estudantes de jornalismo e aspirante ao poder dado a quem domína a mídia.