Cinema e técnologia
O
cinema nunca contou tanto com a tecnologia como meio de produção inovadora em sua criação artística como hoje. Raros são os filmes que não possuem efeitos especiais computadorizados. Steven Spilberg foi um dos pais do estilo. Ele produziu um mundo paralelo e deu vida a dinossauros virtuais no filme Parque dos Dinossauros, de 1993.
O trabalho de produção dos filmes mudou muito com o tempo. Antigamente, mas não há muitos anos, os computadores eram precários ou inexistentes, e assim, as edições eram feitas de modo manual. O filme, do rolo, era cortado e anexado com a parte seguinte desejada. Assim eram feitas as montagens. Nada de
computadores. Tudo era manual. Os roteiros eram escritos a mão ou datilografados em máquinas de escrever. Todos os cenários eram produzidos.
O épico filme Bem-Hur, de William Wyler produzido pela Warner Bros Pictures foi o campeão em custos financeiros da história do cinema. O filme contava com uma corrida de bigas ao lado do Coliseu. Toda a cidade cenográfica foi construída, inclusive uma réplica da fachada do antigo anfiteatro romano. Além disso, milhares de figurantes foram contratados.
Uma alternativa à falta de tecnologia no início do cinema foi tomada por Alfred Hitchcock. Ele foi considerado um diretor genial por fazer filmes sem cortes. Seu elenco, produção, figurantes, tudo, mas tudo mesmo tinha de trabalhar ao mesmo tempo e de forma brilhante. Hitchcock também ficou conhecido por suas
trilhas sonoras intensas que denotavam suspense.
Voltando aos tempos atuais, o novo cinema é capaz de produzir um filme mais rápido, mais barato e mais comercial devido aos milagres da tecnologia e da
comunicação.
Conflítos no Líbano
Essa é a guerra mais desparelha do mundo. O estado do Israel apoiado pela indústria bélica dos Estados Unidos da América ataca violentamente centros urbanos do Líbano. O resultado dessa fração é representado pela morte de milhares de civis, entre eles jovens, crianças, idosos, turistas, trabalhadores e um ou outro terrorista suicida. Após a intervenção da força de paz da ONU, as tropas israelitas retrocederam e o fim da guerra foi decretado.
Contudo esta é uma guerra sem fim. Ambos os povos requerem a si uma zona territorial que para os dois é santa. Após a morte de Yasser Arafat, líder da Autoridade Palestina, e o coma de Ariel Sharon, ex-primeiro-ministro do Estado de Israel, as conversações de paz foram rompidas, e núcleos extremistas assumiram o poder.
Fora do domínio do cinema americano, chegou às telas do cinema um filme que retrata a realidade e a vida de um terrorista suicida muçulmano. Ele se chama Paradise Now. Ele mostra o caminho que um jovem árabe percorre até o momento da explosão da dinamite no seu peito. Este filme foi produzido por uma empresa israelense, e visa tentar chegar a um acordo de paz entre os povos.
Como menção a um outro filme, contudo mais antigo, mas que retrata o assunto guerra também, Fahrenhait
9/11 do cineasta
Michael Moore, detalha as incertezas e os interesses do governo americano com relação à Indústria do Petróleo no oriente. Este se liga em termos com o Paradise Now, visto que um trata do tema economia e o outro sobre sociedade e religião.
Aniversário dos ataques de 11 de setembro

Hoje completaram cinco anos desde o fatídico ataque de 11 de setembro, que derrubou as Torres Gêmeas de Nova Iorque e destruiu uma ala do Pentágono. Muitas foram conseqüências para o mundo depois desse ataque terrorista. Nunca houve tanto repúdio e discriminação pelos árabes. A sociedade americana passou a viver em eterno estado de pavor.
Os grandes portais da internet, por sua vez, privilegiaram esse acontecimento, e fizeram uma razoável cobertura. O Último Segundo, do portal IG, abriu sua matéria com o seguinte título: “Cinco anos após o 11 de Setembro, Al-Qaeda está dizimada”. O site diz também que desde o dia do atentado mais de 5 mil terroristas foram capturados.
O site do O Globo OnLine falou sobre a visita do presidente norte americano George W. Bush ao marco zero. O site da Folha de São Paulo fez uma cobertura mais complexa que mostrava o número de baixas sofridas pelos cidadãos americanos. Mencionou a visita de Bush ao marco zero e também as relações do atentado com a
crise no Oriente Médio. Abriu sua matéria com “EUA lembram 5 anos do 11/9; Al Qaeda faz novas ameaças”.
O site do Estadão foi o único que deu uma abordagem diferenciada. O jornal publicou um texto de Peter Berger, autor do livro “O Osama Bin Laden que eu Conheço”. Berger faz uma análise geral sobre o atentado onde as incertezas estão em primazia. Ele Menciona a fraqueza das defesas norte americanas, e sugere que o próprio presidente Bush estaria por do atentado com intenção de arrebatar os campos de petróleo da Ásia Central.
Após cinco anos de crise e insegurança, o mundo vem assistindo as incertezas de uma batalha da guerra econômica entre o Oriente e o Ocidente. O
cinema, a literatura e as artes vem sendo pautada por essa nova doutrina do medo.